“AL CAHF” (A CAVERNA)

Revelada em Makka; 110 versículos, com exceção dos
versículos 28 e 83 101, que foram revelados em Madina.
18ª SURATA
Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.
1 Louvado seja Deus(826)
que revelou o Livro ao Seu servo,
no qual não colocou contradição alguma.
2 Fê-lo reto, para admoestar do Seu castigo e alvissarar
aos fiéis que praticam o bem que obterão uma boa
recompensa,
3 Da qual desfrutarão eternamente,
4 E para admoestar aqueles que dizem: Deus teve um
filho!(827)
5 A despeito de carecerem de conhecimento a tal respeito;
o mesmo tendo acontecido com seus antepassados. É
uma blasfêmia o que proferem as suas bocas;(828)
não
dizem senão mentiras!
6 É possível que te mortifiques de pena por causa deles,
se não crerem nesta Mensagem.
7 Tudo quanto existe sobre a terra, criamo-lo para
ornamentá-la, a fim de os experimentarmos e vermos
aqueles, dentre eles, que melhor se comportam.
8 Em verdade, tudo quanto existe sobre ela, reduzi-loemos
a cinza e solo seco.
9 Pensas, acaso, que os ocupantes da caverna e da
inscrição(829)
forma algo extraordinário entre os Nossos
sinais?
10 Recorda de quando um grupo de jovens se refugiou na
caverna,(830)
dizendo: Ó Senhor nosso, concede-nos Tua
misericórdia, e reserva-nos um bom êxito em nossa
empresa!(831)
11 Adormecemo-los(832)
na caverna durante anos.
12 Então despertamo-los, para assegurar-Nos de qual dos
dois grupos sabia calcular melhor o tempo que haviam
permanecido ali.(833)
13 Narramos-te a sua verdadeira história: Eram jovens,
que acreditavam em seu Senhor, pelo que os aumentamos
em orientação.
14 E robustecemos os seus corações;(834)
e quando se
ergueram, dizendo: Nosso Senhor é o Senhor dos céus e
da terra(835)
e nunca invocaremos nenhuma outra divindade
em vez d’Ele; porque, com isso, proferiríamos
extravagâncias.
15 Estes povos adoram outras divindades,(836)
em vez
d’Ele, embora não lhes tenha sido concedida autoridade
evidente alguma para tal. Haverá alguém mais iníquo do
que quem forja mentiras acerca de Deus?
16 Quando vos afastardes dele, com tudo quanto adoram,
além de Deus, refugiai-vos na caverna; então, vosso
Senhor vos agraciará com a Sua misericórdia e vos
reservará um feliz êxito em vosso empreendimento.
17 E verias o sol, quando se elevava, resvalar a caverna
pela direita(837)
e, quando se punha, deslizar pela esquerda,
enquanto eles ficavam no seu espaço aberto. Este é um
dos sinais de Deus. Aquele que Deus encaminhar estará
bem encaminhado; por outra, àquele que desviar, jamais
poderás achar-lhe protetor que o guie.
18 (Se os houvesses visto), terias acreditado que estavam
despertos, apesar de estarem dormindo, pois Nós os
virávamos, ora para a direita, ora para a esquerda,
enquanto o seu cão(838)
dormia, com as patas estendidas,
na entrada da caverna. Sim, se os tivesses visto, terias
retrocedido e fugido, transido de espanto!
19 E eis que os despertamos para que se
interrogassem(839)
entre si. Um deles disse: Quanto tempo
permanecestes aqui? Responderam: Estivemos um dia, ou
parte dele! Outros disseram: Nosso Senhor sabe melhor do
que ninguém o quanto permanecestes. Enviai à cidade
alguns de vós com este dinheiro;(840)
que procure o melhor
alimento e vos traga uma parte; que seja afável e não
inteire ninguém a vosso respeito,
20 Porque, se vos descobrirem, apedrejar-vos-ão ou vos
coagirão(841)
a abraçar seu credo e, então, jamais
prosperareis.
21 Assim(842)
revelamos o seu caso às pessoas, para que
se persuadissem de que a promessa de Deus é verídica e
de que a Hora é indubitável. E quando estes discutiram
entre si a questão, disseram: Erigi um edifício, por cima
deles; seu Senhor é o mais sabedor disso. Aqueles, cujas
opiniões prevalecia, disseram: Erigi um templo, por cima
da caverna!
22 Alguns diziam: Eram três, e o cão deles perfazia um
total de quatro. Outros diziam: Eram cinco, e o cão
totalizava seis, tentando, sem dúvida, adivinhar o
desconhecido.(843)
E outros, ainda, diziam: Eram sete, oito
com o cão. Dize: Meu Senhor conhece melhor do que
ninguém o seu número e só poucos o desconhece! Não
discutais, pois, a respeito disto, a menos que seja de um
modo claro e não inquiras, sobre eles, ninguém(844)
23 Jamais digas: Deixai, que farei isto amanhã,
24 A menos que adiciones: Se Deus quiser! Recorda teu
Senhor quando esqueceres, e dize: É possível que meu
Senhor me encaminhe para o que está mais próximo da
verdade.(845)
25 Eis que permaneceram na caverna trezentos e nove
anos.(846)
26 Dize-lhes: Deus sabe melhor do que ninguém o quanto
permaneceram, porque é Seu o mistério dos céus e da
terra. Quão Vidente e quão Ouvinte é! Eles têm, em vez
d’Ele, protetor algum, e Ele não divide com ninguém o seu
comando.
27 Recita, pois, o que te foi revelado do Livro de teu
Senhor, cujas palavras são imutáveis; nunca acharás
amparo fora d’Ele.
28 Sê paciente, juntamente com aqueles que pela manhã e
à noite invocam seu Senhor, anelando contemplar Seu
Rosto. Não negligencies os fiéis, desejando o encanto da
vida terrena e não escutes aquele cujo coração permitimos
negligenciar o ato de se lembrar de Nós, e que se entregou
aos seus próprios desejos, excedendo-se em suas ações.
29 Dize-lhes: A verdade emana do vosso Senhor; assim,
pois, que creia quem desejar, e descreia quem quiser.
Preparamos para os iníquos o fogo, cuja labareda os
envolverá. Quando implorarem por água, ser-lhes-á dada a
beber água semelhante a metal em fusão, que lhes assará
os rostos. Que péssima bebida! Que péssimo repouso!
30 Em troca, os fiéis, que praticam o bem – certamente
que não frustraremos a recompensa do benfeitor -,
31 Obterão os jardins do Éden, abaixo dos quais correm os
rios, onde usarão braceletes de ouro, vestirão roupas
verdes de tafetá e brocado, e repousarão sobre tronos
elevados. Que ótima recompensa e que feliz repouso!
32 Expõe-lhes o exemplo de dois homens: a um deles
concedemos dois parreirais, que rodeamos de tamareiras
e, entre ambos, dispusemos plantações.(847)
33 Ambos os parreirais frutificaram, sem em nada
falharem, e no meio deles fizemos brotar um rio.
34 E abundante era a sua produção. Ele disse ao seu
vizinho: Sou mais rico do que tu e tenho mais poderio.(848)
35 Entrou em seu parreiral num estado (mental) injusto
para com a sua alma. Disse: Não creio que (este parreiral)
jamais pereça,
36 Como tampouco creio que a Hora chegue! Porém, se
retornar ao meu Senhor, serei recompensado com outra
dádiva melhor do que esta.(849)
37 Seu vizinho lhe disse, argumentando: Porventura negas
Quem te criou, primeiro do pó, e depois de esperma e logo
te moldou como homem?
38 Quanto a mim, Deus é meu Senhor e jamais associarei
ninguém ao meu Senhor.
39 Por que quando entrastes em teu parreiral não
dissestes: Seja o que Deus quiser; não existe poder senão
de Deus! Mesmo que eu seja inferior a ti em bens e filhos,
40 É possível que meu Senhor me conceda algo melhor do
que o teu parreiral e que, do céu, desencadeie sobre o teu
uma centelha, que o converta em um terreno de areia
movediça.
41 Ou que a água seja totalmente absorvida e nunca mais
possa recuperá-la.
42 E foram arrasadas as suas propriedades; e ( o
incrédulo, arrependido) retorcia, então, as mãos, pelo que
nelas havia investido, e, vendo-as revolvidas, dizia: Oxalá
não tivesse associado ninguém ao meu Senhor!
43 E não houve ajuda que o defendesse de Deus, nem
pôde salvar-se.
44 Assim, a proteção só incumbe ao Verdadeiro Deus,
porque Ele é o melhor Recompensador e o melhor Destino.
45 Expõe-lhes o exemplo da vida terrena, que se
assemelha à água(850)
, que enviamos do céu, a qual se
mescla com as plantas da terra, as quais se convertem em
feno, que os ventos disseminam. Sabei que Deus
prevalece sobre todas as coisas.
46 Os bens e os filhos são o encanto da vida terrena; por
outra, as boas ações, perduráveis, ao mais meritórias e
mais esperançosas, aos olhos do teu Senhor.
47 E recorda-lhes o dia em que moveremos as montanhas,
quando então verás a terra arrasada, e os congregaremos,
sem se omitir nenhum deles.
48 Então serão apresentados em filas, ante o seu Senhor,
que lhes dirá: Agora compareceis ante Nós, tal como vos
criamos pela primeira vez, embora pretendêsseis que
jamais vos fixaríamos este comparecimento.
49 O Livro-registro será exposto. Verás os pecadores
atemorizados por seu conteúdo, e dirão: Ai de nós! Que
significa este Livro? Não omite nem pequena, nem grande
falta, senão que as enumera! E encontrarão registrado
tudo quanto tiverem feito. Teu Senhor não defraudará
ninguém.
50 E (lembra-te) de quando dissemos aos anjos: Prostraivos
ante Adão! Prostraram-se todos, menos Lúcifer, que
era um dos gênios, e que se rebelou contra a ordem do
seu Senhor. Tomá-los-íeis, pois, juntamente com a sua
prole, por protetores, em vez de Mim, apesar de serem
vossos inimigos? Que péssima troca a dos iníquos!
51 Não os tomei por testemunhas na criação dos céus e da
terra, nem na sua própria criação, porque jamais tomei por
assistentes os sedutores.
52 E no dia em que Ele disser (aos idólatras): Chamais os
Meus pretendido parceiros!, chamá-los-ão; porém, estes
não atenderão a eles, pois lhes teremos imposto um
abismo.
53 Os pecadores divisarão o fogo, estarão cientes de que
cairão nele, porém não acharão escapatória.
54 Temos reiterado, neste Alcorão, toda a classe de
exemplos para os humanos; porém, o homem é o litigioso
mais recalcitrante (que existe).
55 E o que impediu os humanos de crerem, quando lhes
chegou a orientação, de implorarem o perdão do seu
Senhor? Desejam, acaso, que os surpreenda o
escarmento dos primitivos ou lhes sobrevenha
abertamente o castigo?
56 Jamais enviamos mensageiros, a não ser como
alvissareiros e admoestadores(851)
; porém, os incrédulos
disputam com vãos argumentos a falsidade, para com ela
refutarem a verdade; e tomam os Meus versículos e as
Minhas advertências como objeto de escárnio.
57 E haverá alguém mais iníquo do que quem, ao ser
exortado com os versículos do seu Senhor, logo os
desdenha, esquecendo-se de tudo quanto tenha cometido?
Em verdade, sigilamos as suas mentes para que não os
compreendessem, e ensurdecemos os seus ouvidos; e
ainda que os convides à orientação, jamais se
encaminharão.
58 Porém, teu Senhor é Indulgente, Misericordiosíssimo.
Se ele os punisse pelo que cometeram, acelerar-lhes-ia o
castigo; porém, terão um prazo, depois do qual jamais
terão escapatória.
59 Tais eram as cidades que, pela iniqüidade dos seus
habitantes, exterminamos, e prefixamos um término para
isso.
60 Moisés disse(852)
ao seu ajudante: Não descansarei até
alcançar a confluência dos dois mares,(853)
ainda que para
isso tenha de andar anos e anos.
61 Mas quando ambos se aproximaram da confluência dos
dois mares, haviam esquecido o seu peixe,(854)
o qual
seguira, serpeando, seu rumo até ao mar.
62 E quando a alcançaram, Moisés disse ao seu servo:
Providencia nosso alimento, pois sofremos fadigas(855)
durante a nossa viagem.
63 Respondeu-lhe: Lembras-te de quando nos refugiamos
junto à rocha? Eu me esqueci do peixe – e ninguém, senão
Satanás, me fez esquecer de me recordar! – Creio que ele
tomou milagrosamente o rumo do mar.(856)
64 Disse-lhe: Eis o que procurávamos! E voltaram pelo
mesmo caminho.
65 E encontraram-se comum dos Nossos servos(857)
, que
havíamos agraciado com a Nosso misericórdia e iluminado
com a Nossa ciência.
66 E Moisés lhe disse: Posso seguir-te, para que me
ensines a verdade que te foi revelada?
67 Respondeu-lhe: Tu não serias capaz de ser paciente
para estares comigo.
68 Como poderias ser paciente em relação ao que não
compreendes?
69 Moisés disse: Se Deus quiser, achar-me-á paciente e
não desobedecerei às tuas ordens.
70 Respondeu-lhe: Então segue-me e não me perguntes
nada, até que eu te faça menção disso.
71 Então, ambos se puseram a andar, até embarcarem em
um barco, que o desconhecido perfurou. Moisés lhe disse:
perfuraste-o para afogar seus ocupantes? Sem dúvida que
cometeste um ato insólito!
72 Retrucou-lhe: Não te disse que és demasiado
impaciente para estares comigo?
73 Disse-lhe: Desculpa-me por me ter esquecido, mas não
me imponhas uma condição demasiado difícil.
74 E ambos se puseram a andar, até que encontraram um
jovem, o qual (o companheiro de Moisés) matou. Disse-lhe
então Moisés: Acabas de matar um inocente, sem que
tenha causado morte a ninguém! Eis que cometeste uma
ação inusitada.
75 Retrucou-lhe: Não te disse que não poderás ser
paciente comigo?
76 Moisés lhe disse: Se da próxima vez voltar a perguntar
algo, então não permitas que te acompanhe, e me
desculpa.
77 E ambos se puseram a andar, até que chegaram a uma
cidade, onde pediram pousada aos seus moradores, os
quais se negaram a hospedá-los. Nela, acharam um muro
que estava a ponto de desmoronar e o desconhecido o
restaurou. Moisés lhe disse então: Se quisesses, poderia
exigir, recompensa por isso.
78 Disse-lhe: Aqui nós nos separamos; porém, antes,
inteirar-te-ei da interpretação, porque tu és demasiado
impaciente para isso:
79 Quanto ao barco, pertencia aos pobres pescadores do
mar e achamos por bem avariá-lo, porque atrás dele vinha
um rei que se apossava, pela força, de todas as
embarcações.(858)
80 Quanto ao jovem, seus pais eram fiéis e temíamos que
os induzisse à transgressão e à incredulidade.
81 Quisemos que o seu Senhor os agraciasse, em troca,
com outro puro e mais afetuoso.
82 E quanto ao muro, pertencia a dois jovens órfãos da
cidade, debaixo do qual havia um tesouro seu. Seu pai era
virtuoso e teu Senhor tencinou que alcançassem a
puberdade, para que pudessem tirar o seu tesouro. Isso é
do beneplácito de teu Senhor. Não o fiz por minha própria
vontade.(859)
Eis a explicação daquilo em relação ao qual
não foste paciente.
83 Interrogar-te-ão a respeito de Zul-Carnain(860)
. Dize-lhes:
Relatar-vos-ei algo de sua história:
84 Consolidamos o seu poder na terra e lhe
proporcionamos o meio de tudo.
85 E seguiu um rumo,
86 Até que, chegando ao poente do sol,(861)
viu-o pôr-se
numa fonte fervente, perto da qual encontrou um povo.
Dissemos-lhe: Ó Zul Carnain, tens autoridade para castigá-
los ou tratá-los com benevolência.
87 Disse: Castigaremos o iníquo; logo retornará ao seu
Senhor, que o castigará severamente.
88 Quanto ao crente que praticar o bem, obterá por
recompensa a bem-aventurança, e o trataremos com
brandura.
89 Então, seguiu (outro) rumo.
90 Até que, chegando ao nascente do sol, viu que este
saía sobre um povo contra o qual noa havíamos provido
nenhum abrigo.
91 Assim foi, porque temos pleno conhecimento de tudo
sobre ele.
92 Então, seguiu (outro) rumo.
93 Até que chegou a um lugar entre duas montanhas, onde
encontrou um povo que mal podia compreender uma
palavra.
94 Disseram-lhe: Ó Zul Carnain, Gog e Magog(862)
são
devastadores na terra. Queres que te paguemos um
tributo, para que levantes uma barreira entre nós e eles?
95 Respondeu-lhes: Aquilo com que o meu Senhor me tem
agraciado é preferível. Secundai-me, pois, com denodo, e
levantarei uma muralha intransponível, entre vós e eles.
96 Trazei-me blocos de ferro, até cobrir o espaço entre as
duas montanhas. Disse aos trabalhadores: Assoprai (com
vossos foles), até que fiquem vermelhas como fogo.(863)
Disse mais: Trazei-me chumbo fundido, que jogarei por
cima.
97 E assim a muralha foi feita e (Gog e Magog) não
puderam escalá-la, nem perfurá-la.(864)
98 Disse (depois): Esta muralha é uma misericórdia de
meu Senhor. Porém, quando chegar a Sua promessa, Ele
a reduzirá a pó, porque a promessa de meu Senhor é
infalível.
99 Nesse dia, deixaremos alguns deles insurgirem-se
contra os outros e a trombeta será soada. E os
congregaremos a todos.
100 Nesse dia, apresentaremos abertamente, aos
incrédulos, o inferno,
101 Bem como àqueles cujos olhos estavam velados para
se lembrarem de Mim, e que não foram capazes de
escutar.
102 Pensaram, acaso, os incrédulos tomar Meus servos
por protetores, em vez de Mim? temos destinado o inferno,
por morada, aos incrédulos.
103 Dize-lhes: Quereis que vos inteire de quem são os
mais desmerecedores, por suas obras?
104 São aqueles cujos esforços se desvaneceram na vida
terrena, não obstante crerem haver praticado o bem.
105 Estes são os que renegaram os versículos de seu
Senhor e o comparecimento ate Ele; porém, suas obras
tornaram-se sem efeito e não lhes reconheceremos mérito
algum, no Dia da Ressurreição.
106 Sua morada será o inferno, por sua incredulidade, e
por terem escarnecido os Meus versículos e os Meus
mensageiros.
107 Por outra, os fiéis, que praticarem o bem, terão por
abrigo os jardins do Paraíso,(865)
108 Onde morarão eternamente e não ansiarão por mudar
de sorte.
109 Dize-lhes: Se o oceano se transformasse em tinta,
com que se escrevessem as palavras de meu Senhor,
esgotar-se-ia antes de se esgotarem as Suas palavras,
ainda que para isso se empregasse outro tanto de tinta.
110 Dize: Sou tão-somente um mortal como vós, a quem
tem sido revelado que o vosso Deus é um Deus único. Por
conseguinte, quem espera o comparecimento ante seu
Senhor que pratique o bem e não associe ninguém ao
culto d’Ele.