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Em nome de Allah, o Clemente, o

Misericordioso

 
Do Alto ao Púlpito
 
24/12/2004 - Jesus (A paz esteja com ele) no Alcorão Sagrado (1)

Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso


Sermão da sexta-feira, 12 de Zil Qui’da 1425. 24/12/2004


Proferido pelo Cheikh Abdel Áti Hussein Abdel Rázik


Tradução e adaptação: Prof. Samir El Hayek


 


Jesus (A paz esteja com ele) no Alcorão Sagrado (1)


 


Louvado seja Allah. Nós Lhe agradecemos e buscamos a Sua ajuda e diretriz. Buscamos refúgio junto a Ele quanto aos malefícios das nossas almas e as maldades das nossas ações. Àquele a quem Allah encaminhar, ninguém o pode desviar, e quanto àquele a quem desviar, ninguém pode pô-lo no caminho certo. Presto testemunho de que não há outra divindade além de Allah, Único, sem parceiros. Presto testemunho de que Mohammad é o Seu servo e mensageiro.


Caros muçulmano:


Quando Allah, Ta’ála, citou a história de Zakaria (AS) que, apesar de sua avançada idade e da estirilidade de sua esposa, teve um filho inteligente, puro e abençoado, Ele também citou a história de Maria quanto a ter o seu filho, Jesus (AS) sem o concurso de pai. As duas histórias são semelhantes e, por isso, foram citadas nas suratas de Família de Imran, na de Maria e na dos Profetas, para mostrar às pessoas o Seu Poder, a Grandiosidade de Sua autoridade, e de que é Onipotente. Ele disse: “E menciona a Maria, no Livro, a qual se separou de sua família, indo a um local ao leste.” Disse-lhe: Como poderei ter um filho, se nenhum homem me tocou e jamais deixei de ser casta? Disse-lhe: Assim será, porque teu Senhor disse: Isso Me é fácil! E faremos disso um sinal para os homens, e será uma prova de Nossa misericórdia. E foi uma ordem decretada” (19:16:21). É a história de Maria, filha de Imran. Ela pertencia a uma família pura, dos israelitas. Imran era sacerdote, na sua época. Allah citou a história do nascimento de Maria na Surata de Família de Imran, e que a mãe dela a prometeu para servir ao Senhor. O Alcorão Sagrado diz: “Seu Senhor a aceitou benevolentemente e a educou esmeradamente, confiando-a a Zacarias. Cada vez que Zacarias a visitava, no oratório, encontrava-a provida de alimentos, e lhe perguntava: Ó Maria, de onde te vem isso? Ela respondia: De Allah!, porque Allah agracia sem medida a quem Lhe apraz” (3:37).


Ela cresceu entre os israelitas, desfrutando de consideração e respeito, como uma das virgins dedicadas à adoração. Estava sob a custódia de seu cunhado, Zakaria (AS), profeta dos israelitas e seu líder, a quem consultavam a respeito dos assuntos de sua religião. Zakaria presenciou as honras com que Maria foi cumulada. Encontrava à disposição dela frutos do inverno no verão e vice-versa. Allah, Ta’ála, nos narra o início dos acontecimentos da natividade, dizendo: “E quando concebeu, retirou-se, com ele, para um lugar afastado” (19:22). Ela se isolou, afastando-se para um local longínquo, do lado oriental. Então, o Anjo Gabriel, personificado, como um homem perfeito, apareceu-lhe quando ela estava no oratorio. Ela lhe disse: “Guardo-me de ti no Clemente, se é que temes a Allah”. Com isso, Ela quis pedir proteção a Allah. Ele a sossegou, dizendo: “Explicou-lhe: Sou tão-somente o mensageiro do teu Senhor, para agraciar-te com um filho imaculado.” Ela estranhou como poderia aquilo acontecer se ela nunca havia sido tocada por ser humano nehum. Porém, Allah cria, sem o concurso de pai nem mãe, como aconteceu com Adão; cria com concurso de pai, sem mãe, como aconteceu com Eva; cria com concurso de mãe, sem o concurso de pai, como aconteceu com Jesus (AS); e cria com o concurso de pai e mãe, como acontece com todas as pessoas.


E foi insuflada com o Espírito da Santidade, e engravidou durante nove meses, como é de consenso. Quando os vestígios de gravidez começaram aparecer, um homem de bem, de nome José, o carpinteiro, perguntou-lhe: “Ó Maria, quero lhe fazer uma pergunta.” Ela lhe disse: “O que é?” Ele continuou: “Será que a árvore ou a planta nascem sem semente? Será que a criança nasce sem o concurso de pai?” Entendendo a insinuação, ela respondeu: “Sim! Allah criou as plantas e as árvores, no início, sem semente. Criou Adão sem o concurso de pai e mãe.” José acreditou nela. Quando ela começou sentir a dor do parto, foi até a tamareira que havia escolhido antes: “As dores do parto a constrangeram a refugiar-se junto a uma tamareira. Disse: Oxalá eu tivesse morrido antes disto, ficando completamente esquecida!” Desejou a morte e o esquecimento devido tanto das dores do parto como dos constrangimentos que iria sentir depois. Nessa hora, o alívio veio nas palavras: “Porém, chamou-a uma voz, debaixo dela: Não te atormentes, porque teu Senhor fez correr um riacho a teus pés!” Um riacho para que pudesse se banhar junto com o seu filho. Foi-lhe, também, proporcionado o alimento necessário: “E sacode o tronco da tamareira, de onde cairão sobre ti tâmaras maduras e frescas.” A respeito disso, Amru Ibn Maimun disse: “Não há nada melhor para a parturiente do que a tâmara e o líquido”. Ele, então, citou o versículo.


Como se pode imaginar que uma recém parturiente teria forças para sacudir uma tamareira? São mistérios e Allah proporciona o que deseja. Quando ela saiu para enfrentar as pessoas, no período da tarde, hora que o mercado tinha maior frequência, os sacerdotes foram lhe perguntar de quem era aquela criança. Outros lhe perguntaram como ela podia ter aquela criança, sendo ela virgem? Porém, Allah, Ta’ála, a havia instruído como tartar com aquelas pessoas, dizendo-lhe: “Come, pois, bebe e consola-te; e se vires algum humano, faze-o saber que fizeste um voto de jejum ao Clemente, e que hoje não poderás falar com pessoa alguma.” Quando as perguntas foram aumentando, e a situação tornou-se insutentável, ela indicou o menino para que respondesse às perguntas: “Então ela lhes indicou que interrogassem o menino. Disseram: Como falaremos a uma criança que ainda está no berço?” As pessoas, apesar de ficaram surpresas, entenderam que deveriam questionar à criança. Os sacerdotes se perguntaram como iriam questionar uma criança, recém-nascida, que não pode falar? A resposta daremos, se Allah permitir, na próxima semana.


Que Allah nos fixe na fé e nos proporcione a felicidade almejada. Amém.


Wassalamu Alaikom Warhmatulláhi Wabarakátoh


 

 


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