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04/11/2004 - Se Arafat Morreu, a Palestina Nunca Morre!

Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso


Sermão da sexta-feira, 22 de Ramadan 1425. 5/11/2004


Proferido pelo Cheikh Abdel Áti Hussein Abdel Rázik


Tradução e adaptação: Prof. Samir El Hayek


 


 


Se Arafat Morreu, a Palestina Nunca Morre!


 


 


Louvado seja Deus, Senhor do Universo, Que abriu, durante o mês de Ramadan, as portas do Paraíso, e tornou o jejum e as orações noturnas durante este mês um escudo contra o Fogo Infernal. Presto testemunho de que não há outra divindade além de Allah, Único, sem parceiros. Presto testemunho de que Mohammad é Seu servo e Mensageiro. Que Allah o abençoe e lhe dê paz, bem como aos seus familiares, seus companheiros e seus seguidores, amém.


A Mídia Internacional noticiou ontem o falecimento do Presidente Yasser Arafat (rahamahullah), o símbolo internacional cujo nome está intimamente ligado à causa palestina, desde quase cinquenta anos. Isso não deve soar estranho, pois cada causa tem os seus homens que a defendem. O líder desaparecido abraçou a causa palestina desde a sua juventude até a sua idade avançada, porque tinha plena consciência de que era defensor de uma causa e de uma missão. Ele permaneceu fiel à sua causa, empenhado na sua luta. Isso foi testemunhado no decorrer de longos anos. A sua mais destacada posição aconteceu em Camp David, quando as conversações de paz se prolongaram por quinze dias, sendo ele pressionado diariamente para renunciar a Jerusalém. Ele rejeitou isso veementemente, por crer que Jerusalém não pertencer aos palestinos apenas, mas a um bilhão e trezentos milhões de muçulmanos, de todas as partes da terra. Arafat considerou a resistência uma opção estratégica, como direito legítimo de todo dono de direito usurpado. O Islam legalizou o jihad para se combater a violação dos direitos. Isso está claro nas palavras : “Ele permitiu o combate aos que foram injustiçados; em verdade, Allah é Poderoso para socorrê-los. São aqueles que foram expulsos injustamente dos seus lares!” (22:39-40). Por isso, vemos crianças, jovens, idosos e mulheres defendendo, com suas pedras, e uma vontade inabalável, esse direito usurpado, e defendendo as casas que são derrubadas diariamente. Não pense o mundo que a causa palestina morreu com a morte de Arafat, pois cada criança palestina é um Arafat, cada mulher palestina é um Arafat, cuja esperança era estampar um sorriso em cada rosto de palestino, com o estabelecimento de uma nação palestina independente, com Jerusalém como sua capital. Com isso ele semeou em cada alma de seu povo a determinação e o espírito do jihad que o Islam instituiu, dizendo: “Marchai (para o combate) e sacrificai vossos bens e pessoas pela causa de Allah! Isso será preferível para vós, se quereis saber” (9:41).


A posição internacional que Arafat alcançou, como observamos nos veículos internacionais de comunicação, foi fruto de seu empenho, sua luta e sua perseverança, utilizando todos os meios à sua disposição. Ele viveu de cabeça erguida, de conceito elevado, que não reduziu em nada a sua vida, porque ele acreditava piamente nas palavras de Allah: “Se Allah te infligir um mal, ninguém, além d’Ele, poderá removê-lo” (6:17).


Arafat foi vítima de sua causa e do sinionismo internacional. Ele foi sitiado em seu quartel general durante 3 anos, durante os quais ele não esmoreceu e não inclinou a cabeça a não ser para o Senhor do Universo. Não devemos estranhar que o líder desaparecido esteja incluido no rol dos mártires, pois ele sempre desejou o martírio. O Rassulullah (S) disse: “Aquele que procurar o martírio, com sinceridade, alcançará essa honra, mesmo que morra no seu leito.”


Pedimos a Allah que conceda ao bravo povo palestino uma forte liderança, que substitua Arafat, para que permaneça empenhado na sua causa e consiga estabelecer a nação palestina, com Jerusalém como sua capital. Amém.


Não devemos esquecer da zakat al fitr, pois é uma obrigação instituida para suprir as necessidades do pobre e do necessitado no dia do Id, pois o Rassulullah (S) disse: “Evitai que o pobre e o necessitado mendigue nesse dia.” Serve também para purificar o jejuador do que tenha acaso cometido durante o seu jejum . É avaliada em dez reais por pessoa, e deve ser paga antes da oração do Id.


Wassalamu Alaikom Warhmatulláhi Wabarakátoh.


 

 


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