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Em nome de Allah, o Clemente, o

Misericordioso

 
Do Alto ao Púlpito
 
24/09/2004 - A Convocação do Islam para a União (1)

Em nome de Allah, o Clemente, o Misericordioso
Sermão da sexta-feira, 9 Jumada al-Ákhira 1425. 24/09/2004
Proferido pelo Cheikh Abdel 'Áti Hussein Abdel Rázek


A Convocação do Islam para a União (1)


      Louvado seja Allah, que nos encaminhou ate aqui; jamais teríamos podido encaminhar-nos, se Ele não nos tivesse mostrado o caminho. Nós Lhe agradecemos e buscamos sua ajuda e diretriz. Buscamos refugio junto a Ele quanto aos malefícios das nossas almas e as maldades das nossas ações. aquele a quem Allah encaminhar ninguém o pode desviar, e quanto aquele a quem desviar, ninguém pode pô-lo no caminho certo. Presto testemunho de que não há outra divindade alem de Allah, Único, sem parceiros. Presto testemunho de que Mohammad é o Seu servo e mensageiro. Que Allah o abençoe e lhe de paz, bem como aos seus familiares, seus companheiros e seus seguidores, amem.
      Caros irmãos: O Islam é uma religião que convoca para a união. Ele considera o indivíduo uma parte integrante da constituição da comunidade islâmica. Quando Allah, Ta'ála, dirige uma orientação, não o faz para um indivíduo em particular, mas para toda a comunidade. Isso é corroborado pelas Suas palavras: "Ó crentes, inclinai-vos, prostrai-vos, adorai vosso Senhor e praticai o bem, para que prospereis" (22:77). Quando o muçulmano se coloca perante o seu Senhor para fazer-Lhe súplicas, ele não o faz apenas para si, mas para toda a comunidade muçulmana. Ele diz: "Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda." Ele não diz: "Só a Ti adoro e só de Ti imploro ajuda." Quando pede as graças e a orientação de Allah, não o faz apenas para si, mas pede misericórdia para toda a comunidade. Ele diz: "Guia-nos à senda reta. À senda dos que agraciaste, não à dos abominados, nem à dos extraviados" (1:6-7).
Allah, Ta'ála, não criou as pessoas para que se dividissem, se desentendessem. Ele lhes instituiu uma só religião, enviou-lhes Seus profetas e mensageiros para orientarem as pessoas numa só senda que conduz a Ele, Exaltado seja. As concupiscências, porém, dividiram as pessoas em partidos e seitas, e cada um passou a tramar contra o outro. Allah, Ta'ála, diz: "E sabei que esta vossa religião é uma religião única, e que Eu sou o vosso Senhor. Temei-Me, pois! Porém, os povos se dividiram em diferentes seitas, e cada seita se satisfazia com a sua. Deixa-os entregues a seus extravios, até certo tempo" (23:52-54). Allah, Exaltado seja, detalhou que o seguir dos caprichos é o segredo do amplo desentendimento. A verdade manifesta é que quando o conhecimento se separa das criaturas e se torna desprovido da sinceridade, transforma-se num mal tanto para o seu detentor como para toda a humanidade. Por isso, o Rassulullah (S) pedia refúgio a Allah contra o conhecimento inútil. Ele disse: "O que mais temo por vós é o hipócrita de língua fluente." Na realidade, o coração vazio torna o conhecimento uma arma para a corrupção e para a destruição, O Alcorão Sagrado nos informa que os sábios, com suas línguas, não com seus corações,  foram que desintegraram a unidade das pessoas. Ele diz: "Prescreveu-vos a mesma religião que havia instituído para Noé, a qual te revelamos, a qual havíamos recomendado a Abraão, a Moisés e a Jesus, (dizendo-lhes): Observai a religião e não discrepeis acerca disso; em verdade, os idólatras se ressentiram daquilo a que os convocaste" (42:13).  E diz: "Mas não se dividiram senão por inveja, depois de lhes ter chegado a ciência" (42:14). E diz mais: "Porém, aqueles que o receberam só divergiram a seu respeito, depois de lhes terem chegado as evidências, por egoística teimosia" (2:213). Isso nos esclarece o perigo do conhecimento, quando perde a sinceridade para com  
      Allah, Ta'ála, e a benevolência para com as criaturas. Ele divide as pessoas, rompe o que Allah recomendou que fosse unido. A diversidade dos pensamentos é uma questão natural entre as pessoas, porém, o desentendimento não deve causar a divisão e a inimizade. Uma vez que o desentendimento corrompe tanto a religião de Allah como o mundo das pessoas, o Islam o considera pecado. Allah, Ta'ála, diz: "Não és responsável por aqueles que dividem a sua religião e formam seitas, porque sua questão depende só de Allah, o Qual logo os inteirará de tudo quanto houverem feito" (6:159). Por isso, Allah adverte os muçulmanos a respeito da divergência quanto à religião e a divisão em partidos quanto ao seu entendimento, como fizeram os antecessores. A respeito disso, Allah, Exlatado seja, diz: "Não sejais como aqueles que se dividiram e desentenderam, depois de lhes terem chegado as evidências, porque esses sofrerão um severo castigo. Chegará o dia em que uns rostos resplandecerão e outros se ensombrecerão. Quanto a estes, ser-lhes-á dito: Então, renegastes depois de terdes acreditado? Sofrei, pois, o castigo da vossa incredulidade! Quanto àqueles, cujos rostos resplandecerão, terão a misericórida de Allah, da qual gozarão eternamente" (3:105-107). Portanto,  a concórdia e a união são símbolos do Islam. A mesma ação, na sua realidade e figura, difere quanto à sua recompensa quando a pessoa a pratica individualmente e quando a faz coletivamente. A oração da Alvorada ou do Meio-dia, por exemplo, são as mesmas, se praticadas individual ou coletivamente. Apesar disso, a recompensa por serem praticadas em congregação é vinte e poucas vezes mais do que quando praticadas individualmente. Devido a isso, o Islam prescreveu a oração em congregação, e incentivou a participação nela. Ele determinou que os habitantes das aldéias ou dos bairros devem se encontrar semanalmente para praticarem a oração de sexta-feira. Ele, também, convocaou para uma assembléia maior, na oração do 'Id, determinando que a mesma deva ser cumprida em locais abertos, fora das aldéias. Ordenou que homens e mulheres, mesmo as isentas, compareçam ao evento para auferirem as vantagens da graça e da recompensa d'Ele. Convocou, também, para uma assembléia maior ainda, que abrange todos os quadrantes da terra, presecrevendo os rituais do hajj, determinando o local e a época de seu cumprimento, tornando o encontro dos muçulmanos, de todas as partes da terra, um questão obrigatória. O Rassulullah (S) advertia categoricamente quanto aos castigos por causa da desunião. Em suas viagens e em suas assembléias recomendava a união. Ele disse: "O Satanás pode atacar uma pessoa ou duas. Se forem três, ele nada pode contra elas."
      Wassalamu alaikom warahmatul-láhi wa barakátoh.
 

 


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